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terça-feira, 21 de junho de 2011
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
Forever (Diego) Alone
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domingo, 19 de junho de 2011
Crente tem cada uma: Filme Pornô Evangélico!
"- Agora crianças falaremos de sexo!Que Deus tenha piedade de nossas pobres almas...".
Reverendo da comunidade de Springfield antes da exibição de um vídeo sobre reprodução humana, The Simpsons, 2007.
Quando li isso no Facebook, pensei: É 2012 chegando...
sábado, 16 de abril de 2011
Reverendo da comunidade de Springfield antes da exibição de um vídeo sobre reprodução humana, The Simpsons, 2007.
Quando li isso no Facebook, pensei: É 2012 chegando...
sábado, 16 de abril de 2011
O Blog do Pavarine publicou a mais nova invencionice gospel. Em nome de uma pseudo-espiritualidade, surge retumbante em nosso Brasil varonil, o movimento pornô gospel, onde filmes eróticos serão produzidos para “educação” do povo de Deus. Segundo os organizadores da indústria cinematográfica “porno-cristã”, os filmes produzidos devem ser fundamentados no "maior respeito". Para tanto eles estabeleceram regras como:
•"Retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges."
• "Retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto."
• "Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados."
Além disso, O Cristianismo pornô traz a realidade da igreja de Cristo diversas práticas sexuais tidas como sodomitas, ménage a trois (sexo a três), sadomasoquismo, fisting, nudismo só para citar alguns, como sendo um presente de Deus para nossas vidas.
Pois é, definitivamente chegamos ao fundo do poço. Recuso-me a acreditar que pessoas ditas cristãs promovam este tipo de obscenidade. Tenho plena convicção que práticas como estas se opõem veementemente a mensagem do Evangelho de Cristo Jesus. Cabe a Igreja de Cristo um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país. Sem sombra de dúvidas não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira.
Como já escrevi anteriormente fomos chamados pelo Senhor a vivermos de modo absolutamente diferente dos que compõem esta geração. Compromisso com a moral, decência e santidade devem fazer parte da vida daqueles que nasceram de novo, levando-nos a exalar sobre os que se encontram em estado de putrefação espiritual o bom perfume de Cristo.
Maranata!
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sábado, 18 de junho de 2011
Presto (Summer:Concerto in sol minore) - Antonio Vivaldi (1678-1741)
O menino triste (Como é a vida de alguém que não consegue ler?)

[03:31] Diego: como seria sua vida sem saber ler?[03:31] Joyce: naun seria vida[03:34] Diego: pq[03:34] Diego: ?[03:35] Joyce: pq naun ia ter comunicação [03:36] Joyce: um tipo de comunicação universal
Hoje, eu conheci um menino triste.Foi no meu trabalho, cheguei na empresa debaixo de chuva.Uma tempestade que dura quase três dias.Logo no início, o meu chefe falou de um pai, que irado, tinha o procurado com a alegação de que eu não tinha dado aula a sua filha.Me surpreendi:Ela é a minha melhor aluna, e no dia, estava tendo aula comigo. Ela havia levado uma revisão de 18 perguntas sobre a Antiguidade Oriental (Índia e China), e têm notas excelentes, tranquilamente, se sentou e começou a fazer sua revisão, enquanto outro aluno meu tinha um reforço de geografia comigo (Divisão regional do Brasil e Amazônia), para se preparar para uma prova. Nesse meio tempo, chega o meu chefe e diz que um aluno iria para mim, só que estava sem livro. A menina. que era da mesma sala que o garoto e filha da diretora do colégio, disse que o mesmo era terrível (e ainda se referiu a um que eu conheci como sendo pior ainda), mesmo assim recebi o aluno.
[03:31] Diego: como seria sua vida sem saber ler?[03:32] Mellissa: completamente oposta a que vivo[03:32] Mellissa: rsrsrs[03:34] Diego: pq?[03:35] Mellissa: pq se eu n soubessee ler consequente n saberia escrever ,e faço isso a maior parte do tempo
Esse aluno foi bem em minha aula,apesar de não ter feito no colégio a revisão, consegui conversar com minha outra aluna para emprestar o livro dela e o caderno para que ao menos fizesse as quatro primeiras perguntas (copiar as perguntas, depois ele faria a pesquisa sozinho). Entretanto para a minha surpresa a menina emprestou seu livro e até deu as respostas,só faltou uma pergunta apra ela responder.E aí, chega em casa irada e diz que nçao estudou!O meu chefe explicou,e disse que infelizmente a menina era um tanto quanto egoísta,fiquei triste, porque não dividir um livro é como não dividir próprio ar.Entretanto, algo mais triste viria a mim, na forma de um menino.
[04:08] nanda: bem complicada[04:15] nanda: pq eu seria completamente dependente de outras pessoas


03:27] Diego: mas,ívila,vc ja imaginou sua vida sem saber ler?
[03:27] Ívila Renata: seria [03:27] Ívila Renata: sem sentido praticamente[03:27] Ívila Renata: amo literatura
[03:27] Ívila Renata: seria [03:27] Ívila Renata: sem sentido praticamente[03:27] Ívila Renata: amo literatura
Ele entrou na sala semivazia, se sentou,e apenas disse seu nome. Era moreno, por volta dos seus dez ou onze anos, cabelos lisos curtos e expressivamente olhos castanhos claros.Eram lindos, e distantes.Está na sexta série de um colégio particular.Ele me disse isso:Apenas seu nome.Em uma hora e meia de aula,só escutaria duas palavras dele.Não mais que dez ou vinte palavras, se não me falha a memória.Era quieto, silencioso, demais. Como se houvesse um mundo dentro dele, que só ele sabia, mas, ele me via sabia da minha existência e interagia comigo. Me mostrou o seu programa de estudo para a prova, apontou e falou o que ia cair.Começamos a estudar.
[04:04] Diego: como seria sua vida se vc n soubesse ler ou entender a escrita?[04:05] rosimario: ñ faço a minima idéia[04:05] rosimario: como eu gosto de ler[04:05] rosimario: no monimo seria chata[04:05] rosimario: mas pra uma pessoa q ñ sabe[04:06] rosimario: ela molda a vida dela sem depender disso
O assunto era fácil: Mesopotâmia e Egito. O livro, apesar de considerá-lo fraco (pra não dizer, ridicularmente fraco), tinha o mérito de ter uma linguagem simples e direta, além de bem enxuto no conteúdo (até demais para o meu gosto). Pedi que lesse, e descobri que seu nível de leitura era equivalente a de uma criança de seis anos ou quatro anos em período de aprendizagem da leitura.Perguntei se ele havia entendido o que leu,apenas moveu a cabeça para os lados dizendo que não. Pedi que escrevesse, fizesse exercício, ele copiou as perguntas, ainda que com os típicos erros de ortografia (apesar da bela e surpreendente caligrafia), no entanto não conseguia entender o que lia, nem suas próprias palavras escritas.Nada, absolutamente nada, ele entendia.
[04:04] Diego: como seria sua vida se vc n soubesse ler ou entender a escrita?
Ele estava ali, eu sabia disso. Ele me entendia, ele escrevia, ele lia ainda que com muita dificuldade. Mas não entendia um simples texto, nem mesmo aquele feito por si próprio. Não havia vivacidade no olhar, como se não tivesse sentimento. Como um autômato, escrevia. Mas Ler e Compreender? Uma ordem escrita, uma pergunta, nada. Era um vázio que não se fazia vázio e que, no entanto, não causava nele nenhum embaraço ou desconforto aparente, só uma silenciosa indiferença expressa em olhos vividamente castanho claros. Olhos que demonstravam não fazer a mínima idéia, aparentemente, para que serviam. Seria sua timidez? Não, não era isso, já conheci alunos na minha banca de estudos com os mais variados graus de letramento e sociabilidade, entretanto, jamais havia visto algo como isso. Ao término da aula, não consegui trabalhar os dois capítulos com ele, e ele se foi, sem dizer nada, calado. E aqui eu fiquei, com uma tristeza, uma solidão, tamanhas que tive internamente a vontade de chorar.Pode ser exagero meu, mas aquele menino lembrou-me de um tempo em que eu era assim.Um tmepo de gardenal, um tempo de psicológas, psicoterapeutas, de inadequação social. De falhas de comunicação, de solidão.De um menino triste.

Eu procurei uma amiga em específico para falar sobre isso.Uma mulher de letras, poetisa, lunar. Ela não respondeu. Então fui falar a uma beleza selvagem maranhense, e ela tão pouco soube me dizer.Depois falei a outros tantos pela net.E essas foram suas respostas, que as coloquei ao longo desse texto. Por que ainda assim, sinto esse vázio? Porque para nós que lemos é tão difícil o entendimento sobre isso, a não existência da leitura?Nem mesmo a menina cuja a mais vivída inteligência admiro conseguiu me responder, uma Alice tão bela, a minha Doroth, que acreditava poder me responder apenas disse:
[04:04] Diego: vc conheceu algo assim antes?[04:11] Mellissa: não
Dislexia? Autismo? Timidez? Analfabetismo? Indiferença?Estranhamento?Não sei. Entre as suspeitas ventiladas em mim, tanto pela minha mãe quanto por amigos, de resto me ficou uma sensação, uma apreensão dessa "Tábula Rasa" Lockeana, esse pesadelo de Rousseau, Paulo Freire e tantos outros luminares da educação.O silêncio. Apenas ficou em mim a tristeza, o vázio. E a percepção após a leitura de uma reportagem da Veja que exaltava a nova geração de leitores de nosso país, que aquele garoto de alguma forma não professavam essa religião, essa paixão, esse amor que é a literatura. Temo que sua nota seja vermelha, e que mais uma vez os avisos que dei no trabalho sejam ignorados em prol da minha suposta "inapetência" para lidar com aquilo. É essa a verdadeira face do analfabetismo dito funcional: Para mim, um jovem professor em início de carreira, ele terá sido apenas mais um menino a passar por mim. Mas nenhum menino será tão silenciosamente parecido com o BRASIL.
Imagens gráficas (postêres) de Andrzej Pagowski , fotografia tirada da internet.
Diego Costa Almeida.
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The Modern End - Tristania
Tristania
Camera angles
decadence of a dying world
Matchsticks
Long dark corridors
They've got the urge to die young
Deepbluelettering
Carousels and fireworks
Ferris wheels
are spinning in the arc-lite city
Do they know
They have slept for so long
Do they know
The taste of their tongue
Do they know
They are trapped
Let's celebrate the modern end
Let the world begin again
Celebrate the renaissance man
Camera angles
decadence of a dying world
Matchsticks
Long dark corridors
They've got the urge to die young
Deepbluelettering
Carousels and fireworks
Ferris wheels
are spinning in the arc-lite city
Do they know
They have slept for so long
Do they know
The taste of their tongue
Do they know
They are trapped
Let's celebrate the modern end
Let the world begin again
Celebrate the renaissance man
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Funeral Blues -Poema de W.H.AUDEN (Poema de "Quatro Casamentos e um Funeral")
Tuesday, October 23, 2007
Funeral Blues, de W.H. Auden

W.H. Auden (1907-1973), poeta e crítico inglês, foi a grande voz dos jovens intelectuais de esquerda dos anos 30. Sua poesia é sempre perturbadora, seja quando aborda temas sociais e políticos, seja quando fala de assuntos espirituais e de impulsos homossexuais reprimidos. Quando T.S. Eliot, na época editor da Faber & Faber, publicou a primeira coletânea de Auden, Poemas (1930), ele foi imediatamente reconhecido como porta-voz de sua geração. Auden foi amigo de Stephen Spender e Christopher Isherwood, com quem escreveu peças teatrais.
As ideias de Auden mudaram radicalmente com o tempo. Ardente defensor do socialismo e da psicanálise na juventude, na sua fase mais tardia a sua preocupação central passou a ser o Cristianismo e a teologia dos protestantes modernos. Em 1939, Auden mudou-se com Isherwood para a América, onde conheceu seu companheiro Chester Kallman. Com ele, escrevu libretos de ópera, incluindo The rake's progress, para Stravinsky.
O poema Funeral Blues foi escrito por Auden em 1936, como a Canção 9 do livro Twelve songs, e costuma ser citado como expressão exemplar de um forte sentimento de perda e de luto, individual ou coletivo. Representativo do controle extraordinário do verso e da habilidade na manipulação da métrica do autor, o poema ganhou popularidade internacional no filme Quatro Casamentos e um Funeral , numa cena em que o personagem Matthew homenageia seu companheiro morto. Funeral Blues foi musicado por Benjamin Britten. Segue o original e algums traduções, que mostram como é difícil o desafio de se traduzir bem boa poesia.
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
April 1936
Para activar as legendas em português use o botão no canto inferior direito.
Poema de W. H. Auden (1938), recitado no filme "Quatro casamentos e um funeral".
Funeral Blues
Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Não deixem o cão ladrar aos ossos suculentos,
Silenciem os pianos e com os tambores em surdina
Tragam o féretro, deixem vir o cortejo fúnebre.
Que os aviões voem sobre nós lamentando,
Escrevinhando no céu a mensagem: Ele Está Morto,
Ponham laços de crepe em volta dos pescoços das pombas da cidade,
Que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.
Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
A minha semana de trabalho, o meu descanso de domingo,
O meio-dia, a minha meia-noite, a minha conversa, a minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: enganei-me.
Agora as estrelas não são necessárias: apaguem-nas todas;
Emalem a lua e desmantelem o sol;
Despejem o oceano e varram o bosque;
Pois agora tudo é inútil.
(tradução de Maria de Lourdes Guimarães)
Bônus: Trilha sonora do filme Quatro Casamentos e um Funeral
Poema de W. H. Auden (1938), recitado no filme "Quatro casamentos e um funeral".
De todas as traduções disponíveis, infelizmente não encontrei a tradução do poema da versão dublada do filme que é belíssima (só quem assistir o filme dublado verá),entretanto escolhi essa das demais traduções tiradas desse blog Máquina de Escrever
Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Não deixem o cão ladrar aos ossos suculentos,
Silenciem os pianos e com os tambores em surdina
Tragam o féretro, deixem vir o cortejo fúnebre.
Que os aviões voem sobre nós lamentando,
Escrevinhando no céu a mensagem: Ele Está Morto,
Ponham laços de crepe em volta dos pescoços das pombas da cidade,
Que os polícias de trânsito usem luvas pretas de algodão.
Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
A minha semana de trabalho, o meu descanso de domingo,
O meio-dia, a minha meia-noite, a minha conversa, a minha canção;
Pensei que o amor ia durar para sempre: enganei-me.
Agora as estrelas não são necessárias: apaguem-nas todas;
Emalem a lua e desmantelem o sol;
Despejem o oceano e varram o bosque;
Pois agora tudo é inútil.
(tradução de Maria de Lourdes Guimarães)
Bônus: Trilha sonora do filme Quatro Casamentos e um Funeral
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