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terça-feira, 17 de julho de 2012

Andrea Doria - Faixa 10, Album "Dois", Legião Urbana

"O nome de uma das faixas,"Andrea Doria", faz referência a um navio italiano, o SS Andrea Doria, que seguia para Nova York quando naufragou em 25 de julho de 1956, após se chocar com uma outra embarcação de bandeira sueco-americana chamada Stockholm. Ao contrário do ocorrido na tragédia do RMS Titanic, a maioria dos passageiros foi resgatada com vida, restando um saldo de 51 mortos e o desaparecimento de algumas obras de arte italianas".

Fonte:

Andrea Doria

Legião Urbana

Às vezes parecia
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços
De vidro...
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir...
Não queria te ver assim
Quero a tua força

Como era antes
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada...
Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria
Um livro aberto...
Até chegar o dia
Em que tentamos ter demais
Vendendo fácil
O que não tinha preço...
Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...
Nada mais vai me ferir
É que eu já me acostumei
Com a estrada errada
Que eu segui
E com a minha própria lei...
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como sei que tens também...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Lobo e as Abelhas

Para você nunca mais dizer adeus com a imagem de uivos de lobos cinzentos meu doce amor de Mell.







terça-feira, 27 de setembro de 2011





Esperança. Sobrenome Mellissa Sousa





"Sinto falta de me apaixonar, enquanto isso tenho você. Sinto falta de amar, verdadeiramente, enquanto isso tenho você. Sinto falta de amizade, abraço e palavras amigas, enquanto isso tenho você. Sinto falta de cartas, de letras marcadas, enquanto isso tenho você. Sinto falta até do que não deveria faltar, e tenho você. Sou triste, depressivo, suicida, egoísta, infantil, mas tenho você. Por tudo que eu perdi, quando abri a caixa de Pandora, só me restou você: Esperança. Sobrenome Mellissa Sousa"



By : Diego Costa

Ps: recebi esse recado pelo Facebook, fico muito feliz de fazer a diferença na vida de alguém, principalmente na vida de um dos meus melhores amigos.




sexta-feira, 8 de julho de 2011





Conversas de MSN




"Há um vulcão na islândia desperto,e ele joga suas cinzas sobre toda a Europa, diminuindo a temperatura e esfriando o sol.É você,escrevendo em seu blog
Há algemas sendo colocadas em um homem que estava fora da cadeia há mais de 10 anos,para ser preso durante quinze anos,talvez É você quando escreve em seu blog
Há nazistas sendo julgados no tribunal de Nuremberg,há mais de 60 anos atrás.É você quando escreve em seu blog.
E tudo isso a gente sente quando não vê você."

Diego Costa
extraído de http://minhaamargadocemente.blogspot.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Testamento:Contrato de compromisso consigo mesmo (Não deixarei saudades para trás...)


Está decidido: Quando me for, não deixarei saudades para trás.Não deixarei nada para trás. Não recuarei mais de minha decisões, nem das consequências de meus atos. Levarei todas elas na mala, fazer as trouxas com todas as coisas,e carregar tudo nas costas. Deixo a casa, as cartas, os vidros quebrados, as bonecas de porcelana, os jasmins, os discos.Levo apenas comigo,o necessário de tudo isso, que eu deixei.
Eu sei,haverá objeções,críticas e reclamções.Injustiças ou incompreensões dos quais não poderei escapar nem evitar.Mas,que ainda assim,eu as prefira a todas elas do que regredir a teimosia de meu Ego.Prefiro ouvir,por mais que doa o erro e ponderar, do que jamais ter pensado e aprendido.
Não será de um dia para outro, mas chegando a hora, sei que não poderei mais me demorar. O caminho é longo, tem muito chão, poeira e barro.  Essa areia que entrará no sapato, eu tirarei da sola apenas quando parar numa sombra amiga ou numa casa perfeita, aonde se possa olhar a paisagem ou tomar um café preto na mesa.Vou tirar o pó das sandálias e guardá-las aonde vento nenhum possa carregar, até o dia em que a morte ou o Alzheimer levem na embora.
Eu vou ter nos ombros, os pesos de erros e desatinos.Porém, creio que de algum modo, mesmo sozinho, haverá um ombro amigo com um ouvido limpo, ou de preferência com o mínimo de cera e reservas, para me escutar.Tentarei não amolar facas e tempos alheios com o desnecessário, o fútil ou  chatisses. Se eu puder evitá-las todas, me darei por satisfeito,se não tentarei sempre.Só o essencial deverá ser conversado para desarmarrar os laços do nó górdio que pesam no miocárdio com a espada alexandrina da clareza,simplicidade e sinceridade.
Conhecerei as manhas e as manhãs. O sabor das massas e das maçãs. Irei mais além, ousarei sonhar, mesmo nos tempos em que caiam a mais forte tempestade ou a mais pesada noite escura. Lembrarei dos Vagalumes, das Cigarras, das Formigas. Do luar. Deitarei a cabeça nas pedras, o corpo na grama e olharei a noite como se fosse o último ato de uma composição de Chopin.
Molharei todos os dias ao acorda, o rosto com a água da fonte ou da cachoeira mais próxima. Lavarei meu corpo com toda água de cheiro que eu encontrar. Sei que ao entregar meu corpo ao outro, irei me cortar de espinhos. Porém prefiro pagar para ver o cheiro das rosas, do que ter sido egoísta e nunca ter amado as flores. É mais fácil falar do que fazer, mas se eu não falar, quem mais irá fazer?Então é bom deixar a preguiça de lado, as reservas e amar de novo o novo sempre,seja na forma de antigos rostos ou fascinantes desconhecidos.Mas que venham todos com carícias, sexos e beijos cheios desse Axé que é a vida.
Que seja esse o meu Élam vital  Bergsoniano: A infinita capadicade de me surpreender com o inesperado, o belo e o infinito.
E se no fim da jornada,meus joelhos se dobrarem e não conseguir mais andar.Se eu me deitar cansado e não conseguir mais me levantar.Se meus olhos estiverem tão pesados, que seja até difícil sonhar.Antes do último apagar das luzes,antes que os panos todos caiam sob a ribalta.Eu teria escrito mil ficções, orado mil orações, cantado mil canções, amado mil corações, abraçado mil irmãos, e vívido mil encarnações, todas elas como se fossem a primeira vez.
E deixarei assim, o meu testamento com os grãos da terra, que semearão e brotarão, formaram bagas de sementes com os quais faremos o pão, que é o corpo da vida, do Cristo,e com o vinho da alegria, seu sangue, eu e todos os meus filhos, brindaremos para no final não nos arrependermos de nada e dizer:
"-Valeu a pena caminhar nas pedras do Arpoador,junto ao mar!".
Esse é meu direito,minha decisão.
assinado,
(coloque seu nome aqui)

domingo, 9 de outubro de 2011

O Sono de Alice


O sono de Alice e seu gato Fígaro no bosque...

Esse ano,eu decidi morrer.
Decidi que nada faria falta,que tudo estava em seus devidos lugares de sempre.Que o rei está nu, e que eu estava irremediavelmente só. Foi fácil chegar a esa conclusão,depois dos últimos 4 anos,em particular os dois anos finais em que culpei a tudo e a todos por erros cometidos no passado,não tão distante.Não seria algo anunciado:Seria discreto,rápido e talvez mais ou menos doloroso possível.A última preocupação que eu tinha era com a dor. Essencialmente egoísta,era assim que fui em setembro e outubro.
Com a psicológa apenas confidenciei que só não tinha feito o suicídio,por uma questão simples:Cansaço. Nem para morrer encontrava um incentivo,ou seria sentido?Simples assim,me deixaria apagar.Então,após o trabalho, Alice ou Mellissa,entra no meu facebook,e faz aquela pergunta cruel: Você está bem? E depois de muito tempo,segurando ou me fazendo de "forte",confesso que não.Sentia falta, de tudo,de todos.De seres humanos.De pessoas que entraram tanto na minha vida, que me fizeram desaprender o que é se sentir só,algo que eu estava acostumado há quase duas décadas.Duas longas décadas da minha vida...
Isso se resumia em algo simples:Não conseguia mais escrever.Parei,não consigo digitar nada em meu blog.Porque sempre sai em mim algo escrito como se fosse um ato de dor,de silêncio. Como certa vez eu disse a Thaís Soledade, eu estou realmente ruim não quando eu falo,mas quando transpareço o silêncio.Quando disfarço em sorrisos,brincadeiras exageradas,ironias, sarcasmo.É aí que me sinto só.E que ninguém consegue perceber porque eu não quero pena ou demonstrações de "amor" ao menino que chora.Não,minha família me obriga pelo seu histórico a ser forte,e eu me cobro muito por corresponder a isso.Me isolo em meu mundo,em minha dor.
Quando alguns amigos me disseram que não suportavam a minha leitura no blog,compreendi que estavam certos:Quem se importa com a choradeira a dor alheia?Ninguém nunca havia percebido,mas lá era o único lugar onde podia gritar.Sem lá estar,não tinha motivos,então passei a esconder em toneladas de vídeos e músicas o que o mundo não queria que dissesse.
Então Mellissa me respondeu,e com força.Não recebi abraço,mas inquieto,recebi seu amor.Porque me incomodava,era um ato de violência apaixonada contra meu desprezo e dor.E ela enviou mensagens,tentou uma carta,e nunca respondia,porque eu confuso não conseguia entender.Porque ela que sempre me feriu com seus rompantes suicidas,que deveria entender essa escolha racional minha,porque justamente ela não me permitia o direito de morrer?Seria um escárnio a todas as vezes que "salvei" ela de si?Tive ódio,tive raiva,porque tudo isso me forçava a um agradecimento obrigatório,em "obrigados" de reconhecer o esforço.
O amor tem dessas coisas.Desses encontros não planejados em que eu no lago,em frente a Thaís Soledade disse 3 coisas:Você não me ama,você não me deseja e eu estou só.Sobre as duas primeiras aquela ambiguidade que sempre odiei nos poetas,sobre a última,o abraço.Mesmo com tudo,ela não se recuou,me abraçou quando pedi.Caridade?Pena?Não sei,mas Mellissa fez o mesmo.Em todos os dias,em todos os momentos em que fingidamente dizia que estava tudo bem (será que ela se lembra a vez que disse o quão cruel era essa pergunta?) sempre que a perguntava.E quando ela parou de escrever,e mesmo assim me escreveu no meio da dor.Eu pensei...Porque eu não te amo?
Então compreendi:Eu te amo Mellissa.É meu egoísmo que não.Que diz sempre não todas as vezes que quer dizer sim a você menina de 21 anos,a esse velho de 24 anos.A melancolia, o meu planeta que sempre colide em mim todo dia 23 de outubro,está próximo.Como comemorarei?Não sei...prostitutas,saídas,bebidas,qualquer coisa,ou família,amigos,ainda não sei.Porque é tudo subterfúgio para meu eu.O eu que não consigo esconder, e por mais monstrusoso que seja,você tem a coragem de olhar nos olhos do lobo.Mesmo que ele queira se devorar.Mesmo que o incêncio O CONSUMA.Você é uma dessas tolas pessoas com a capacidade moral de me fazer chorar e de escrever eu te amo,no dia do seu aniversário minha branca flor de desterro,minha rainha da dor do The Police, minha Alice em sono de maravilhas,meus vinte e nove, meu 1º de Julho.Meu amor,meu amor...
...Vamos descobrir o mundo juntos baby,ah,quero aprender!Com teu pequeno,grande coração...meu amor ,meu amor...
Feliz aniversário,Mellissa
Diego Costa

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As Cores das Flores

Uma criança cega precisa escrever uma redação sobre as cores das flores. O vídeo mostra o desafio do menino para conseguir cumprir a tarefa. A tradução para o português foi feita para o blog "Assim como Você", de Jairo Marques.


  • A ONCE é uma instituição que luta para que os portadores de qualquer deficiência física consigam estudar numa escola de "pessoas normais". Não teria sentido nenhum o vídeo falar sobre "cheiros" ou "tato", já que ele quer justamente mostrar que essas crianças CONSEGUEM SIM fazer qualquer outra coisa que uma criança normal, num colégio normal, faz.
    O que o menino fala, apesar de muito inteligente, não é o ponto alto do vídeo, e sim a maneira como enfrentou e superou este problema.
  • Aposto que o menino que copiou a resposta contendo os fotoreceptores está até hoje sem saber do que se trata!
    As respostas mais simples são as melhores...


Je Vous Salue Sarajevo


Uma reflexão sobre a cultura européia, nacionalismos e a guerra da Bósnia, a partir de uma foto de guerra dos fotógrafos Ron Haviv e Luc Delahaye. Texto, narração e direção de Jean-Luc Godard. Legendas em português.
"De certa forma, medo é a filha de Deus, redimida na noite de sexta-feira santa. Ela não é bela, é zombada, amaldiçoada e renegada por todos. Mas não entenda mal, ela cuida de toda agonia mortal, ela intercede pela humanidade.

Pois há uma regra e uma exceção. Cultura é a regra. E arte a exceção. Todos falam a regra: cigarro, computador, camisetas, TV, turismo, guerra. Ninguém fala a exceção. Ela não é dita, é escrita: Flaubert, Dostoyevski. É composta: Gershwin, Mozart. É pintada: Cézanne, Vermeer. É filmada: Antonioni, Vigo. Ou é vivida, e se torna a arte de viver: Srebenica, Mostar, Sarajevo. A regra quer a morte da exceção. Então a regra para a Europa Cultural é organizar a morte da arte de viver, que ainda floresce.

Quando for hora de fechar o livro, Eu não terei arrependimentos. Eu vi tantos viverem tão mal, e tantos morrerem tão bem." 
Jean - Luc Godard .

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A fantástica história da menina que não queria morrer


Cara menina,
Hoje, eu lembrei de você. Tinha acabado de descer do ônibus e chegar a faculdade, quando ao chegar a entrada do prédio, encontrei sinais de esperança.Você os conhece bem, porque eu mesmo os entreguei a você.Flores de Fuxico!
Fazia muito tempo que eu não as tinha visto.Era um belo jardim, de diversas cores e matizes, dos mais variados tecidos.Grande, médias, pequenas.Belas e serenas.Vi meninas bonitas e vaidosas chegarem e provarem delas, colocando-as na forma de tiaras, presilhas e outras infinidades de acessórios de meninas.Ao lado da barraca, um espelho pequenino,rodeado de flores.Parecia você.
Então eu pergunto a senhora, que as vendia,por quanto tempo elas estariam ali.Ela me responde educadamente: "-Só essa semana apenas".Então eu percebi a brevidade daquele jardim,e fiquei inseguro e com medo.
Eu rezo que você nesse exato momento esteja me lendo.Porque eu quero que você saiba que, eu apenas quero que você esteja comigo.Não somente essa noite, mas todos os dias.Eu sei bem que sou inseguro, e não posso te garantir sempre que serei forte o suficiente, mas, nesse novo momento de minha vida, me tornarei mais forte para poder estar com todos aqueles que eu amo.Não poderei salvar todos, mas enquanto eu estiver nesse bando,nessa matilha.Ninguém,absolutamente,NINGUÉM,ficará para trás.Nem que para isso eu sangre minhas patas na neve,minhas presas nos ossos,meus pelos nos espinhos, meu coração nas trevas.Eu vou estar com você,minha menina de flores de fuxico.
Não desista.Eu pensei que sabia entender sua dor.Mas,descobri que não sei.Porque mesmo estando no inferno,a experiência é pessoal. E eu posso não te salvar das dores,posso não te proteger deles.Entenda que já tentei proteger demais uma pessoa e as coisas que disso resultaram foram cruéis.Por isso,aprendi , que para se ajudar é preciso que o outro estenda a mão.Estenda a mão para mim,meu amor?
Eu quero entregar essas flores de fuxico.Nesse momento escuto nothing else matter, do Metallica.Ele diz,que nada mais importa.Nada mais importa enquanto estivermos juntos,todos nós.Não podemos impedir o inverno, a comida é pouca para a matilha,e a neve nos castiga impiedosamente.A fome,as doenças,as dores,a família, nostornam insensíveis e brigamos por tão pouco.Eu ainda não sou o alfa que todos precisam,eu não queria isso, e erro tanto tentando fazer certo.Amo tanto tentando fazer certo.Que mal percebo os erros.
Saiba,eu não sei quanto tempo duraremos.Mas eu jurei,pelos ossos de um húngaro que se matou,que não importa,eu vou viver para ser o porto seguro de alguém.Eu falhei,sou humano,sou inseguro.Mas sou forte,encontrarei essa coragem que muitas vezes não tenho. Vou cumprir o que me pediste,e todas elas, em silêncio,irei velar:o vermelho, a bruxinha acreana, a lua.Porém,esteja comigo.
Não me abandone.Pois escrevo enquanto eu não posso chorar.Nessa noite de angústias e indecisões,segura minhas mãos,rainha da dor.Se liberte de sua jaula, mas para a vida.Você já fez esse milagre,em oito de outubro,você me salvou do coração do inferno.Resista,por você.Pela cirurgia que irás fazer,pelas pessoas doentes que alegras como palhaça,pelas flores de fuxico,para algum dia me ensinar a ler Caio Fernando Abreu,pelas suas irmãs,pela sua família que tanto precisa aprender contigo,pelos doces,pelas trufas,pelas músicas,pelas leituras,pelas peças de teatro,pela dança,pela cultura,pelo mell,pela matilha.Por mim,que aprendeu a não ser mais solitário por ti,minha estrela.
Por todos nós,viva mais um dia,Mellissa.
Eu te amo,para todo o sempre estarei com você.Porém estejas comigo sempre.EM mente.
Diego Costa Almeida



terça-feira, 5 de julho de 2011

Para Mellissa, quinta-feira,26 de maio de 2011

Uma carta /email


Para a Rainha da Dor




Eu espero te encontrar.Em qualquer lugar.Num café parisiense, numa taverna berlinense, num pub inglês, numa mesa de bar.E dali sentar, conversar, beber e comer alguma coisa.Te falar de alguma poesia de florbela espanca, ou da filosofia perene de Aldous Huxley. Do moralismo de um Marx ou Nietzsche.De um lugar mágico como o de Doroth ou Alice.Irei fumar alguma coisa,se você me permite.O câncer não me preocupa, só uma persistente rinite.Fumarei canela,tabaco, ópio,haxixe.Nada que quebre em inglês,só o que a lagarta tragava com requinte.Quero continuar te vendo, mesmo que os olhos não deixem.Quero conter seu cheiro,mesmo que o perfume se evanescesse.Quero guardar seu segredo,mesmo que para mim não conte uma sílaba e só as deixes todas as suas irmãs ou amigas.Cada pedaço que você me dê,serei um cão infiel de mim mesmo para te ser.


Não que eu deseje ser você.Na verdade,se fosse escolher o meu sexo,seria o de ser.Ser plural,humano,demasiado humano.Coisa pequena,que descubro em cada sentimento aonde leio, nos murais das paredes, nos beijos que há muito não dei.Dói,machuca,eleva e sublima.Solitária sina.Todo dia uma cápsula de fluoxetina de dia, e de noite uma pilúla de rivotril.E um cetirizine manipulado para alergias.É um processo,uma metamorfose.Quando fico louco de mim, me isolo, escondo.Deshumanizo.Só preciso de mim, e meus livros.E do silêncio,levemente esquivo,que se quebra com alguma música que deixo meio que escondido.Nos lugares de sempre.
Sinto falta do que sentes.Amo o que não me entende.Não entendo o que me abandona.Peço calma,a essa loucura adolescente.Trabalho 3 vezes por semana, para pouco receber.Não tomo café com leite,prefiro suco de limão, que é mais ácido.Basicamente.Muitas crianças,adolescentes.Algumas amáveis,outras intransigentes.Sempre fascinantes.Sempre tão...que dizer?Me lembro de você no Yakissoba que eu como a trufa de chocolate que parei de consumir e receber.Não ouso,não peço.Isso é seu,intocado.Para quê devo usurpar?

Hoje eu vi uma baleia azul encalhar (é minha alma que está lá),um salmão preso numa cachoeira congelada (é minha alma que está lá),uma bandeira em frangalhos a se mover na ventania (é minha alma que está lá), há um homem cego em seu trono, há um homem que transforma tudo que toca em ouro, há um esqueleto engasgado com um pedaço de pão...

E no meio disso tudo uma menina que ... chora. Para sempre, sempre serei o rei da dor?Para sempre,sempre terei esse reinado?Para sempre,sempre,serás minha rainha?Para sempre,sempre, veremo o cipreste branco e velho no cima da colina.E a esquerda entrada do inferno, a fonte do esquecimento. E nos arcos escritos, em tínpanos, os dizeres em arcaico grego antigo:"Esse é o reino de Hades,Érebos,e aquele que aqui entrar,por favor, deixai a esperança...".

No cemitério,nós que aqui estamos,por vós esperamos.No campo de concentração nazista, o trabalho liberta. No Arquipelágo Gulag soviético,não há frases de efeito. E desconheço algo do gênero nos presídios chineses,norte-coreanos ou cubanos.Talvez,nos navios negreiros.Catedrais do consumo,escravos do prazer.Tens seu direito de ser libertina,mas escravizas o teu sentimento.Nos negaram o sagrado direito de morrer,mas nos deram o dever de viver.Viver como homens,ratos,ou anjos.Ou ainda se deitar,sobre a relva do campo.

Há uma menina que chora pela morte de seu hamster, um amante presa por matar seu amante,um chefe de mais de 60 anos a torturar um estagiário, um epitáfio em letras de ouro apagado pelo tempo, ferrugens que corroem os portões de um casario antigo, um homem que vive sem seu melhor amigo, uma mulher que abandona as estrelas e vive seu índigo, uma mulher de cabelos vermelhos que desaparecem no Pacifíco, uma pessoa triste da distante terra amazônica, um namorado na capital de 25 de dezembro.

Houve um atentado político em algum lugar de Recife.Mataram João Pessoa,criaram um Estado Novo, e uma capital para a Paraíba.Sinto falta,sem conhecer de Campina Grande.Seu São João será eterno enquanto existir Caruaru.Um e-book aberto sobre a mesa de Herman Hesse.Um assassino confesso a se entregar, que só depois de mais de 10 anos, cumprirá 15 anos de pena.Uma professora revoltada pelo trabalho que realiza em um país tão triste.Uma doença que não tem cura e paralisa as letras.

O que eu quero te dizer mesmo,não importa.Também não importa O que eu só queria escrever,era para te dizer quando você algum dia se for.Não esqueça,que eu amo você.E que não precisa de muita coisa para te dizer.Só apenas escrever:Eu amo você.

Diego Costa Almeida.



Do blog:Doce de Pimenta

sábado, 7 de maio de 2011

DEIXE A VIDA TE DESPENTEAR

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade... O mundo é louco, definitivamente louco... O que é gostoso, engorda. O que é lindo, geralmente custa caro. O sol que ilumina o nossos rostos, enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia... Fazer amor, despenteia. Rir às gargalhadas, despenteia. Viajar, voar, correr, entrar no mar... despenteia. Tirar a roupa, despenteia. Beijar a pessoa amada, despenteia. Brincar, despenteia. Cantar até ficar sem ar, despenteia. Dançar até duvidar se foi boa ideia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível... Então, como sempre, cada vez que nos vejamos, eu vou estar com o cabelo bagunçado... Mas pode ter certeza de que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa àquela que decide não subir. Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável, toda arrumada por dentro e por fora. O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença: arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria. E talvez eu devesse seguir as instruções, mas quando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta de que, para ficar bonita, eu tenho que me sentir bonita? A pessoa mais bonita que posso ser! A única coisa que realmente importa é que, ao me olhar no espelho, eu veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, coma coisas gostosas, beije, abrace, dance, apaixone-se, relaxe, viaje, pule, durma tarde, acorde cedo, corra, voe, cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável! Admire a paisagem, aproveite e, acima de tudo, deixe a vida te despentear! O pior que pode acontecer é que, rindo em frente ao espelho, você precise se pentear de novo. =) 

Tathi de Oliveira, quarta-feira, 4 de maio de 2011

tirado do blog: Por quê? 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Para Melissa e Thaís (um depoimento meu,orkut 8 de outubro de 2010)

Danilo.estou te escrevendo,porque eu recebi uma benção de Deus em minha vida,um milagre,amigo.Talvez,a seus olhos não signifique um milagre realmente, e milagres para minha religião é todo fenômeno que segue as leis naturais de Deus e que ainda nós encarnados não conseguimos entender.No entanto,não tenho outra palavra para definir algo que mudou meu ser intimamente,o que me libertou.Me fez feliz.Se lembra da história daquela amiga minha que iria se suicidar?Durante toda semana,eu fiquei desnorteado:Não por causa dela em si,mas,das memórias do meu passado,da culpa que eu sentia por considerar que eu não havia feito nada pelos meus amigos, que morrerão.Essa culpa me consumiu,virou mágoa,que virou revolta,que virou ódio.E que se espalhou em minha vida,tomando parte em cada uma das minhas relações sociais.E assim fui vivendo,durante dois anos,somados aos dez anos de depressão que eu tive.Você sabe do que falo.Na quinta-feira,estive na psicológa,e era véspera do suicídio da garota...pensava muito no que você me disse,pq,deixei isso crescer em mim de tal forma,que me guiei muito por impulsos (te contei que falei com aquela menina que eu amava,a thaís,por causa disso), conversei com minha psicológa, e ela disse palavras sensatas para mim.
O depoimento está incompleto,mas o "milagre",não...

CHANGES - Tupac Shakur

Tupac Amaru Shakur (Nova Iorque, 16 de junho de 1971 - Las Vegas, 13 de setembro de 1996), mais conhecido pelos seus nomes artísticos 2Pac , Makaveli ou apenas Pac , foi um rapper estadunidense. Vendeu até à data da sua morte cerca de 75 milhões de álbuns.Além de ser músico, Tupac também foi ator e ativista social.A maioria das suas canções trata sobre como crescer no meio da violência e da miséria nos guetos, o racismo, os problemas da sociedade e os conflitos com os outros rappers. O trabalho de Shakur é conhecido por defender a igualdade política, económica, social e racial. Antes de entrar para a carreira artística, ele era um roadie e dançarino de hip hop alternativo. Começou a fazer sucesso quando entrou para o grupo Digital Underground.
Shakur tornou-se alvo de diversas ações judiciais e sofreu outros problemas legais. No início de sua carreira, ele foi atingido por cinco tiros e assaltado no corredor de um estúdio de gravação em Nova Iorque. Após o incidente, Tupac começou a suspeitar que outras figuras da indústria do rap ficaram sabendo do acontecido e não avisaram Shakur, o que desencadeou a rivalidade entre as costas Leste e Oeste. Mais tarde, Shakur acabou sendo condenado por abuso sexual e ficou preso durante onze meses, tendo sido liberado da prisão em um recurso financiado por Suge Knight, diretor executivo da Death Row Records. Em troca da ajuda de Suge, Tupac teve de gravar três álbuns sob o selo Death Row.
Na noite de 7 de setembro de 1996, Tupac, dentro do carro de Suge, foi atingido por quatro tiros em um tiroteio, na cidade de Las Vegas. Ele faleceu seis dias depois, vítima de insuficiência respiratória e parada cardíaca, na Universidade Médica de Nevada. Após sua morte, o jornal americano The New York Times o citou como "o maior rapper de todos os tempos" (grifo nosso).

Fonte: Wikipédia 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nós esquecemos do aniversário de melissa T_T!

Deusa das abelhas: Melissa

Bem, hoje é o dia do meu aniversário! Então, resolvi postar sobre o significado desta data, para o mundo Grego antigo.  Mais especificamente e mais mágiko para a Creta antiga.
No calendário das Deusas, dia 30 de março, é o dia da Deusa Melissa. Está, é a Deusa grega/ cretense das abelhas. Considerada um aspecto da Deusa Afrodite, cujo fetiche era um favo de mel. "Abelha" ou Melissa, foi o título dado as sacerdotisas de Afrodite no santuário de favo de mel do monte Eryx. A Deusa adorava as abelhas como as suas criaturas sagradas, porque elas entenderam como criar hexágonos perfeitos em sua colméia. O hexágono era a expressão do espírito de Afrodite, cujo número sagrado era o seis. 




 Segundo uma lenda, Melissa tinha sido uma princesa cretense que tinha alimentado Zeus, quando criança, com mel colhido das flores. Após sua morte, Zeus transformou Melissa em abelha, como gratidão pela sua atenção. 



Abelha pingente de ouro. Creta por volta de 2000 aC
 
A simbologia e importância das abelhas são percebidas desde os tempos pré- históricos.
As abelhas, como todos os insetos de casulos ou que tecem teias, servem como imagens da interconectividade milagrosa da vida. A intrincada estrutura celular que secreta a essência de ouro da vida é uma imagem da rede de natureza invisível que relaciona todas as coisas uns aos outros em um padrão ordenado harmonioso.

Além disso, a abelha ocupada, seguindo o impulso de sua natureza para polinizar as flores e colher o néctar para ser transformado em mel, foi um exemplo da contínua atividade dos seres humanos necessários para reunir as culturas e transformá-los em comida. A abelha rainha, a quem todos os outros servem durante a sua vida breve, foi, no Neolítico, uma epifania da Deusa.

Anel de ouro de vedação. Encontrado em uma tumba, perto de Cnossos



































































































































































































 
Em Creta também a abelha significou a vida que vem da morte, assim como o escaravelho no Egito. Provavelmente por esse motivo, o selo do anel de ouro foi colocado em um túmulo.   Aqui, a deusa das abelhas, a figura no centro descendo à terra, entre cobras e lírios, está a ser adorado por suas sacerdotisas, que, caracteristicamente, assumiam  a mesma forma como ela faz, todos levantando suas "mãos" no gesto típico de epifania. 
 
O mel foi usado para embalsamar e preservar os corpos dos mortos. As tumbas em Micenas foram modeladas como colméias.


No mundo cientifico

Francis Bacon criticou os que ao dedicarem-se à ciência procederam  como formigas ou como aranhas propondo que procedêssemos como as abelhas. Porque?

Francis Bacon criticou os que ao dedicarem-se à ciência procederam como aranhas(racionalistas) ou como formigas(empiristas), pois, segundo este, "os racionalistas,seguindo o exemplo da aranha, tecem quadros a partir da sua imaginação", ou seja, o seu conhecimento não tem qualquer fundamento real. Já en relação aos empiristas afirma "os empiristas, seguindo o exemplo da formiga, amontoam os factos e apenas usam a experiência adquirida", nomeadamente, obtêm o conhecimento através da experiência, mas não o trabalham, ficando-se apenas pela própria experiência.
Para Bacon devíamos seguir o modelo da abelha para obter conhecimento científico, pois a abelha "colhe o suco do seu mel nas flores dos campos...mas sabe, ao mesmo tempo, prepará-lo e digerí-lo com uma habilidade admirável", ou seja, deveríamos colher o conhecimento da experiência e trabalhá-lo com a razão de modo a podermos chegar à verdade.
( ROCHA, Susana. 2008).

Tirado do Blog: CLIOGRAFIA DA BRUXINHA  
OU SEJA NÓS ESQUECEMOS DO ANIVERSÁRIO DE MELISSA,QUE FOI NO DIA 30 DE MARÇO...FOI MAL MEL t_t!VOCÊ NOS PERDOA .-.?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um Telefonema de Melissa



"Você me ligou,naquela tarde vazia...e me valeu o dia!"
=]
E eu estava dormindo,cansado,exausto, e sem perspectiva.A madrugada da noite anterior tinha sido difícil e eu passei mal durante toda a madrugada.Não durmi: stava muito tenso por causa do exame do sábado, o exame que me autorizaria saber o que de fato acontece na vastidão do meu olhar.Meu pai me deu uma carona junto com o garoto com o qual ele trabalha, me deixou no consultório (e eu,péssimo).Aí,fiz o exame,foi rápido,recebi a autorização.Voltei de ônibus para casa, no shopping recife,um calor infernal.Então,eu chego em casa,11 e pouca,tomo um banho,não almoço,e durmo...
Aí,eu acordo perto de 16:30,sem fome e enjoado,ainda sonolento,atendo:
-Alô?
A mina falava alegre e rápido,não entendia nada...ai falei:
-Thaís?
Aí ela riu e disse,"ta me reconhecendo não?",aí ela falou o nome que mágico que me lembra trufas de chocolate com pimenta:MELISSA.
E me valeu o dia:Rimos muito,conversamos,confessamos,e aumentamos o preço da conta da casa dela.Tudo isso,e eu fiquei emocionado com tanto carinho e preocupação.
Por isso te escrevo para dizer: Te amo Melissa,obrigado por seu telefonema.Ele me valeu o meu dia...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Faz parte do meu Show...para essas meninas

Para Anne,Melissa,Thaís e Kaliza

A música abaixo eu estava planejando para um outro tipo de texto.Essa semana,andei refletindo bastante,e decidi tomar uma decisão que não sei se ainda devo tomar.Mas,que acho necessária.Além disso,essa semana,minha mãe me comunicou que daqui a duas semanas farei o exame que irá verificar a situação na escavação da minha íris,e seus progressos.Estou ansioso,tenho medo,mas,apesar disso,após conhecer uma mulher como melissa,aprendi que a vida ainda tem uma segunda chance por mais absurda que seja.
Antes dela,perdi a fé nos humanos.Depois que vi o corpo de uma amiga jogada ao relento na minha faculdade,e o meu amigo me assombrando por dois anos,nutri um ódio doentio a raça humana.Mesmo que por momentos eu tenha amado.Thaís,sofreu como ninguém,meus amigos como poucos,minha família como nunca.O resultado disso,é minha mãe odiar a simples menção ao nome Thaís por associar a algo que me destruiu.É a família dela me odiar.É a namorada do meu melhor amigo me odiar.São meus amigos terem uma certa desconfiança de mim ás vezes.É eu odiar patrick e moisés,e me senti culpado por isso. É eu amar muito uma pessoa,e ficar triste em alguns momentos por tudo que eu fiz,e me achar culpado,aliás,não merecedor de amar.É ser inseguro,solitário.É sofrer a tristeza desse húngaro que se foi.É acabar escrevendo isso em roupantes de textos.
Por isso,eu mudei o texto e resolvi fazer outro.Fiz isso pensando em um relacionamento de amizade que poucas vezes vi na vida.E como eu também tenho algo do tipo,resolvi fazer esse post.Porque acho que o amor deve ser celebrado em todas as suas formas.Dedico esse vídeo em especial a Anne e Melissa.Saibam,que nunca se esqueçam uma d aoutra.Eu devo a melissa o meu recomeço e as trufas,e a Anne o apoio que ela me deu nessa caminhada.A Kaliza os seus cabelos vermelhos.E a thaís...o amor.Obrigado.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Javalis (Atos que Desafiam a Morte)-Segunda-feira

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Policial usa arma de choque contra javali selvagem e leva a pior

Apesar de normalmente funcionarem contra seres humanos, as armas de choque (tasers) podem não ser tão efetivas contra javalis selvagens. Um policial de Hernando (Flórida, EUA) descobriu isso da pior maneira possível.

As autoridades haviam recebido a reclamação de que um "porco extremamente grande" havia invadido o quintal de um morador na manhã de terça (14).

Quando Joseph Tibor foi atender ao chamado, deparou-se com um javali de cerca de 200 quilos revirando arbustos e ameaçando a integridade de uma fonte.

O inusitado hóspede ficou assustado com a presença dos curiosos e se lançou contra a multidão que o observava. Tibor não teve dúvidas: sacou a arma de choque com potência de 50 mil volts e tentou dominar o javali.
O choque não teve qualquer efeito sobre o animal, que foi capturado mais tarde, quando ficou encurralado em um trailer vizinho. Apesar do fracasso, o policial não se feriu.

Blog: Arquivos do Insólito


Seu parente africano consegue ser ainda mais feio que seus parentes do Extremo Norte do Globo terrestre.Bem distante da imagem dócil e simpática da Disney.

Até aquele domingo na TV Cultura, no agora já distantes anos 90, o javali mais simpático que eu tinha conhecido, era o do tipo africano que inspirou o Pumba do Rei Leão. Em geral, nunca pensei neles até quando apareciam como porcos domesticados em criações no Pantanal Mato-Grossense no Globo Rural, do qual se refere ás delícias de sua carne suculenta e tenra.E como sempre,passava naquela hora em que batia fome...

Pois bem, numa tarde qualquer, em casa, antes da minha adolescência, eu devia ter uns 10 ou 11 anos de idade, e passava o documentário sobre a vida animal chamado Planeta Terra, na rede Cultura. A abertura, era a música  TERRA de Caetano Veloso.Singela e simples, sua narradora tinha uma voz inesquecível para mim, e sempre me revelava os mistérios da vida selvagem. Na maior parte das vezes, os documentários traziam imagens do lado norte dos pólos.Foi dali que nasceu minha paixão pelos Lobos, sua liberdade, seu estilo de vida.E eu tinha um cachorro vira-lata, negro, raceado com cockie spaniel, que muitas vezes me lembrava aqueles animais fascinantes, pelo seu porte digno, seus olhos castanhos claros cor de outono, sua seriedade e solidão negras.O nome dele era Nick, em homenagem ao personagem de Macaulay Culkin, de Esqueceram de Mim 1.Ele morreu aos 15 anos de idade, de morte natural, e choramos muito sua partida...Durante muito tempo,ele tinha sido meu único amigo.Rabugento,chato, belo e silencioso amigo. Me faz falta chegar em casa e ver ele saltitar feliz para mim...

Então, naquele domingo, passa um documentário sobre javalis, no caso, os norte-americanos.Devia ser outono, pois as folhas estavam no chão, formando aquele belo tapete laranja,vermelho e amarelo daquela região. As árvores já estavam em tons de preto. Deveria ser algum lugar na Carolina do Norte ou na região quase fronteiriça com a província semi-independente de Quebéc, no Canadá. Era um dia de caçada, e os homens estavam armados com seus poderosos rifles calibre .12 wichester colt de repetição com mira telescópica, pick ups 4x4 da Ford de cores vermelho ferrugem, cordas, correntes e armadilhas as mais diversas, equipamentos para acampamento em florestas e montanhismo, mantimentos enlatados, walk talkies, cerveja Budweiser, chocolates Hersheys, M&M´s, batatas fritas Pringles, Rufles  e salgadinhos diversos, óculos ray ban escuros, seus facões de estilo militar, roupas adaptadas ao meio daquela região, botas, bonés chamativos de times de beisebol ou basquete ou futebol americano, camisas xadrez. E sorrisos que emolduravam faces brancas e gordas de meia-idade cheias de barbas ruivas, pretas e grisalhas. Pois aquilo era o unico e último esporte dos verdadeiros homens norte-americanos, brancos, anglo-saxões e puritanos ( W.A.S.P., sua sigla em inglês, os mesmos que no sul fazem parte da Ku Klux Klan e votam nos Democratas ou Republicanos que melhor espelham suas convicções), aquele tipo de homem que nasceu para domar a natureza e conquistar territórios pela força de sua predestinação e vontade, que haviam feito aquele grande e magestoso país,  nem que fosse nos fim de semana, como aquele, em parques e reservas florestais, autorizadas pelo Governo.E sempre acompanhados dos jovens rebentos louros do sexo masculino, para que aprendam desde cedo a serem homens, hetéros, brancos e tementes a Deus. Ali estava o perfeito esporte Norte-Americano, aquele que não vemos na TV por Assinatura: A Temporada de Caça e seu personagem arquetípico principal, O caçador.
Para nós brasileiros, isso é um completo absurdo...Porém, não se você fosse um frustrado trabalhador norte-americano, que teve seus empregos "roubados" por esses malditos latinos, negros, asiáticos, gays e lésbicas...
Eles estavam excitados e alegres.Não era uma temporada qualquer.Não iriam caçar patos ou gansos.Eles iam caçar um dos seus animais mais poderosos do imáginário da caça, ao lado dos grandes ursos negro e marrom, os lobos,  alces e seus parentes cervídeos. e os bisões: O javali selvagem. Há meses eles esperavam por aquilo, e já tinham planejado tudo, quando aceitaram serem filmados por uma equipe de televisão da BBC de Londres para mostrarem, como "Os verdadeiros homens se divertem na América".
Era preciso cuidado, dizia o líder dos caçadores, pois esse animal era extremamente astuto e feroz!Como seus olhos brilhavam!Dessa vez, eles escolheram os cães da raça Pitbull, pois os fiéis beagles não são capazes de enfrentar a força dos javalis selvagens.Os cães estão tão excitados quantos os homens, que vão caminhando pela floresta buscando o rastro do animal.Os cães são bastante barulhentos e isso atrapalha bastante.E as folhas velhas fazem bastante barulho e dificultam a caminhada.No binóculo,nada.Se comunicam pelos Walkie Talkies (invenção japonesa), com as outras equipes de rádio,e com a central, no rádio.A um clima tenso,respiração retesada, adrenalina quase sexual no ar..Longas e exaustivas horas de silêncio, até que...
ÊXITO!ENCONTRARAM UM JAVALI MACHO,SOZINHO!Começa a caçada, os pitbulls se arremessam velozmente no pobre animal que começa a correr em disparada. Eram trinta cães de caça bem treiandos e alimentados da raça pitbull, com suas poderosas mandíbulas de quase uma tonelada de pressão, contra um único javali selvagem. Eles o cercam,rosnam,latem e mordem o pobre animal. Arrancam tufos de pele e pedaços gordos de carne dele ainda vivo.Tentam morder suas patas, pra arrancá-las e quebrá-las.
Mas, ele resiste.É forte,um sobrevivente das Eras Glaciais.Já havia matado lobos, encarado ursos, cervídeos, bisões e humanos com suas flechas e tacapes, antes das chegadas dos W.A.S.P com seus poderosos rifles, cães e capitalismo industrial.Já havia sobrevivido a invernos rigorosos, épocas de acasalamento, disputas com outros machos da espécie, a fome, a sede, animais peçonhentos, plantas e fungos venenosos.Não tinha lar, ou descanso, ou família.Era apenas ele e a floresta.Se recusava a extinção, se recusava a ver seu território delimitado por uma exígua reserva florestal.Se recusava a ceder território ao progresso, a temporada de caça, ao avanço urbano, ao homem branco.AQUELE ERA SEU TERRITÓRIO, NÓS OS INVASORES!
E ele lutou,como lutou!Com suas afiadas presas nos dentes, ele perfura fatalmente 3 pitbull´s que gruninham de dor lancinate antes de morrer, e conseguiu deixar incapacitado seis que seriam sacrificados, feriu gravemente mais 3, e deixou ferimentos leves em 9.Um incrível saldo de 3 animais mortos e 9 a serem sacrificados!12 CÃES DE CAÇA DA RAÇA PITBULL BEM TREINADO E ALIMENTADOS, DERROTADOS POR UM ÚNICO JAVALI EM MENOS DE 10 MINUTOS DE BRIGA!Quase metado do contigente de animais perdida, para diversão do horrendo M.M.A. Os homens choram e lamentam a morte dos cães, enquanto um grupo avança , o outro faz os "funerais dos heróis", alguns criados desde pequenoe chamados por nomes, matando-os "piedosamente' com um único tiro de espingarda.O som das armas de fogo faz eco na floresta semi-deserta, assustando os pássaros que voam velozes.Não,hoje o dia não era de caça aos pássaros,eles tem sorte.Agora, era a vez dos homens  e seus rifles fazerem o trabalho que os cães não podiam fazer...
Deviam ser não mais que cinco homens.Uma equipe de caça pequena, vista que podiam chegar a pelo menos trinta homens.Uma estrutura pequena,aquilo era justificado por causa da pressa que tiveram em montar sua equipe. Havia uma criança entre eles,um menino,devia ter cinco anos,louro, de olhos azuis, como aqules que encontramos nas molduras de loja de fotografia.Seu dedo ainda estava na boca, e chorava muitas vezes...seriam as armas ou pena do animal?Os homens riam,e o pai carinhosamente coloca seu rebento no colo,por alguns metros, até se cansar e mandar parar com aquilo.Era o filho do líder...
O animal não devia estar longe.Ferido, cansado,incapacitado ou provavelmente morto.Morto,seria desperdício de tempo.Incapacitado, um tiro de misericórdia.Ele tinha que estar em plena forma,pra valer o investimento de tempo e dinheiro que havia custado aquele final de semana inteiro. Não demora muito,eles o encontram...Cansado,ferido, pata quebrada, sangrando,ainda assim com um olhar desafiador.VIVO!Eles miram e dão um único tiro...
Ele cai.A dor e forte,e ele grunhi.Dessa vez, só a silêncio, não pássaros.Estes já haviam ido embora.Os caçadores comemoram entre si.A cãmera da BBC registra tudo, então, eles o amarram, e surpresa:Ainda estava VIVO!
Mas,era por pouco tempo...morreria de hemorragia.Haveria churrasco de Javali,euma cabeça em cima da lareira.Enquanto isso, a narradora explica:

Mesmo perto da morte, completamente amordaçado, sem poder fazer nenhum movimento, o valente javali continua com seu olhar desafiador e afiando suas grandes presas, como se esperasse o terceiro round daquela batalha sangrenta...Como se recusasse a morrer...

A vida dos Javalis não é fácil. Eles não nascem, são postos no mundo.Não tem pai conhecido, e suas mães são amorosas até um certo ponto, até um certo dia, que elas te cobram. Até o dia que elas percebem que você mudou. Seus irmãos, são lindos e fofos, até o dia em que els resolvem que você não é mais tão necessário. Quando da mesma forma que suas mães, eles percebem que o mundo querem eles distantes e só.E assim,eles te abandonam, ficam hostis e com o tempo, se tornam estranhos...ou será que sempre foram e não percebemos?
Você é feio, sujo, gordo, fedorento e só.Ninguém terá pena de você.Não há tempo pra se lamentar pelas perdas: A vida ta aí,se resolva!Quantas vezes ele não pensou em morrer?Quantas vezes ele não olhou um fungo ou planta venenosa e o ingeriu ou teve a tentação de o fazer?Pode não parecer, mais os suínos são uma das espéceis de mamíferos mais inteligentes. Então você tem que viver só, na grande floresta, sem amigos, sem família, sem diário ou lar.Cada amor é uma transa fortuita, do qual o significado se perde na mémoria...como as estações do ano.
Filhos?Não os conheço, mas devo ter.Quantos já não o perdi?Irmãos?Não sei por onde andam ou o que fazem.Temos tão pouco contato, e somos tão selvagens...
Então,um dia, você está cercado por Pitbull´s chorosos ao redor de você.E se recusa a morrer.Eles tiram nacos e mais nacos de você.E se recusa a morrer.Seu pêlo arrancado, sua carne exposta. E se recusam a morrer. E então, chegam os caçadores, todos vestidos de jaléco branco, seus óculos mirando como miras telescópica, olhares sérios. E se recusam a morrer. Você amarrado pelas cordas da síndrome de Guillaume - Barré, amordaçado sem movimento. E se recusam a morrer. E esperando...esperando o líder dos caçadores, com seu grande rifle. E você se recusa a morrer...
Você está preso numa cama, e ainda assim seus olhos continuam a desafiar a morte, e afiando as suas presas. Cada parte do seu corpo sói, mas você se recusa a morrer. Cada movimento cessa, e você se recusa a morrer. Então o grande caçador vêm,pega sua mira e atira.Haverá churrasco de javali hoje.E uma cabeça a decorar sua estante ou lareira.Porém, do javali, ainda restarão as presas afiadas e os olhos de quem se recusou a morrer, e lutou pela vida até o último afiar de dentes.Não sei a céu ou inferno para os javalis, só sei das cinzas que deixam quando são queimados. E do olhar e destes afiados que sustentam...Até restar cinzas...
Essa é a vida dos Javalis.Humanos choram, javalis não.Eles afiam os dentes e fitam você até a morte de olhos bem abertos...



imagem retirada do blog da editora portuguesa: Quetzal
 Diego Costa Almeida